A proposta de isentar o ICMS sobre o diesel importado enfrenta entraves, segundo especialistas. Estados precisam compensar a perda de receita para não violar a Lei de Responsabilidade Fiscal. A ideia é discutida pelo Ministério da Fazenda e envolve impactos na arrecadação estadual.
De acordo com Tiago Câmara, advogado tributarista, o ICMS sobre combustíveis é a principal fonte de receita dos estados. A redução pode afetar serviços caros à população, como saúde, educação e segurança pública, além de repasses aos municípios.
Há dúvidas sobre o efeito real da desoneração: o benefício pode favorecer intermediários sem chegar ao consumidor final. Uma alternativa seria direcionar cortes aos caminhoneiros, que causam grande parte dos transportes terrestres.
Para avançar, seria necessária autorização do Confaz, com consenso entre todos os estados. Câmara ressalta que, mesmo aprovando a desoneração, os efeitos legais podem ser contestados pela Lei de Responsabilidade Fiscal nos próximos anos.
Condições para a decisão e próximos passos
Todos os estados teriam de concordar com a medida, para que a redução seja aplicada de forma uniforme. Sem esse acordo, a implementação ficaria sujeita a questionamentos legais e prazos da legislação fiscal.
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