A Poste Italiane, estatal italiana responsável pelos Correios, apresentou uma proposta de 10,8 bilhões de euros para comprar a Telecom Italia, buscando fechar o capital da empresa. A oferta é em dinheiro e ações, conforme anunciado pela própria estatal. O objetivo é reestruturar o controle da TIM com a participação da estatal.
A oferta estipula 0,167 euro em dinheiro por ação da Telecom Italia, mais 0,0218 euro em novas ações da Poste Italiane para cada ação da TIM. Com isso, a TIM seria avaliada em 0,635 euro por ação, o que representa um prêmio de 9% em relação ao fechamento anterior.
Se concretizada, a transação formaria um grupo com receita combinada de 27 bilhões de euros e lucro operacional estimado em 5 bilhões de euros. A equipe resultante contaria com mais de 150 mil funcionários ao todo.
Oferta e sinergias
A Poste Italiane já detém 27% do capital da Telecom Italia, sendo o maior acionista. A empresa afirma que a fusão traria ganhos significativos, estimando cerca de 700 milhões de euros por ano antes de impostos, com 500 milhões advindos de cortes de custos e menor custo da dívida.
Contexto e próximos passos
Segundo o Financial Times, a TIM deve convocar Conselho de Administração na próxima segunda para avaliar a proposta. O presidente Pietro Labriola teria recebido a oferta de forma positiva, considerando a criação de um “campeão nacional”.
Analistas ouvidos pelo FT destacam que a operação pode ser uma forma de reestatização, dado o histórico de privatização da TIM em 1997. Observam, porém, que o sucesso depende de eventuais ajustes na oferta. A TIM vendeu recentemente parte de sua rede fixa italiana para a KKR, por 22 bilhões de euros, para reduzir dívidas.
A TIM atua como terceira maior fornecedora de banda larga e telefonia móvel na Itália, atrás de Vodafone e WindTre. No Brasil, a TIM Brasil aparece na mesma posição, atrás de Vivo e Claro. A Bolsa de Milão atribui à Telecom Italia uma avaliação de 12,77 bilhões de euros.
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