A CSN, Companhia Siderúrgica Nacional, obteve autorização de um grupo de bancos para um empréstimo de US$ 1,2 bilhão, com possibilidade de elevar para US$ 1,4 bilhão. A linha será garantida, em parte, por ativos designados para venda e visa reforçar o caixa da companhia até a conclusão de desinvestimentos. O objetivo é financiar refinanciamento de dívidas e cobrir taxas e despesas associadas.
Os credores incluem Morgan Stanley, Citigroup, Crédit Agricole, HSBC, Banco XP, BNP Paribas, a agência do Banco do Brasil em Nova York e Banco Bradesco, conforme registro regulatório. A linha pode ser acionada conforme a necessidade de liquidez da empresa durante o processo de venda de ativos.
A CSN divulgou que planeja usar os recursos para refinanciar dívidas e manter a liquidez durante o desinvestimento. Em janeiro, a empresa sinalizou a venda de ativos importantes para reduzir o endividamento elevado e fortalecer a estrutura de capital.
A dívida líquida da CSN cresceu no quarto trimestre, refletindo aumento de 11% para cerca de 41,2 bilhões de reais, elevando a alavancagem para aproximadamente 3,47 vezes o EBITDA. Os títulos da empresa, em dólares, apresentaram desempenho fraco neste ano, diante das expectativas de juros altos no Brasil.
Analistas destacam que o empréstimo pode oferecer alívio inicial ao mercado, desde que recursos sejam efetivamente utilizados e haja progresso concreto na venda da unidade de cimento. Interlocutores lembram que a empresa tinha buscado até US$ 1,5 bilhão em dívida garantida para pagar títulos vencidos.
Fontes e dados adicionais indicam que a CSN já vinha estudando operações de saída de ativos para reduzir o endividamento, com foco na melhoria da liquidez à medida que avança o plano de desinvestimento. A divulgação é baseada em dados de mercado e registros regulatórios.
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