O Fleury informou que aderiu à proposta de compra da Oncoclínicas pela Porto Saúde. A manobra enfatiza a importância de ativos oncológicos para a saúde suplementar. Não houve mudança nos termos da transação original.
A nova composição envolve a criação de uma nova empresa, na qual a Porto Saúde e o Fleury aportarão equity de R$ 500 milhões cada. A transação prevê que a Oncoclínicas retire 200 clínicas para essa estrutura.
Estrutura da operação
A nova empresa emitirá debêntures conversíveis em ações no valor de R$ 500 milhões, subscritas pela holding controlada por Porto e Fleury. Vencimento é de 48 meses, com remuneração de 110% do CDI.
A conversão pode ocorrer após 36 meses ou em caso de evento de liquidez. A negociação permanece não vinculante e depende de due diligence na Oncoclínicas e de acordo com credores.
Participação e governança
As atribuições de participação na newco e as regras de governança ainda não foram definidas. A Porto Saúde e o Fleury serão os únicos acionistas da empresa criada para abrigar o negócio.
Condições e prazos
As partes têm 30 dias de exclusividade para avançar nas tratativas. O acordo depende de avaliação das condições da Oncoclínicas e de alinhamento com credores, mantendo a proposta sujeita a ajustes.
Contexto e interesse do mercado
A entrada de novos investidores na Oncoclínicas evidencia a relevância dos seus ativos para a rede de saúde suplementar. A Porto e o Bradesco, acionista do Fleury, são grandes pagadores da Oncoclínicas, com despesas anuais em oncologia estimadas em torno de R$ 500 milhões cada.
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