A operação envolve a contratação de 19,5 GW de capacidade para atendimento à demanda. O governo firmará contratos com usinas a gás natural, carvão, hidrelétricas, diesel e biodiesel, com vigência de 3 a 10 anos, de agosto deste ano até 2031. Parte dos empreendimentos ainda será construída.
A remuneração aos vencedores soma R$ 516,68 milhões, custo que será rateado entre os consumidores por meio de encargos na conta de luz. O objetivo é aumentar a segurança da oferta de energia, sustentando o funcionamento do sistema elétrico nacional.
Especialistas e associações avaliam o leilão como positivo e dentro das expectativas. O certame ocorreu após o último aproveitamento de capacidade, em 2021, e o intervalo entre os certames explicado pelo tamanho do parque contratado.
A aposta em fontes majoritárias não renováveis gera debates. A energia termelétrica a gás representa cerca de 80% do total contratado, o que eleva custos variáveis e potencia pressão tarifária. O debate envolve equilíbrio entre custos e garantia de suprimento.
Impactos para tarifas e segurança do sistema
A Abrace contesta o volume contratado, apontando possível impacto tarifário. A entidade estima custo de até R$ 40 bilhões anuais aos consumidores, o que poderia elevar a tarifa média em aproximadamente 10%. O entendimento é de que contratações devem acompanhar necessidades reais do sistema.
O Inel questionou a predominância de fontes não renováveis e costura pedidos de impugnação, negados pela Aneel. O instituto sustenta que há riscos de custos operacionais além de referências do PDE 2035, com impactos estimados entre R$ 190 bilhões e R$ 510 bilhões aos consumidores em 10 anos.
Especialistas destacam que o certame reforça a matriz energética, atraindo investimentos em infraestrutura. Contudo, a discussão permanece sobre como reduzir picos de demanda e manter o custo-benefício para o consumidor final, sem comprometer a confiabilidade do sistema.
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