O painel do evento Eloos, promovido pela Itatiaia em parceria com a CNN Brasil, discutiu o papel do investimento privado no futuro das cidades. O foco foi como municípios menores podem atrair empresas para concessões e PPPs, com ênfase em modelagens bem definidas e consórcios.
Miguel Noronha, diretor de Investimentos da BMPI, destacou que o interesse privado existe quando há projetos com matriz de risco clara, custos bem definidos e receitas viáveis. Projetos com esses elementos costumam atrair mais investidores.
O encontro ocorreu nesta segunda-feira, em Belo Horizonte, e contou com a participação de autoridades públicas locais. O debate ressaltou que o equilíbrio entre ações do estado, capital privado e sociedade é essencial para evitar empreendimentos informais e custos altos para a cidade.
Leonardo Castro, secretário municipal de Política Urbana de BH, ressaltou a importância da integração entre interesses públicos, privados e sociais. Segundo ele, sem esse alinhamento, projetos públicos podem falhar ou gerar impactos negativos para os cidadãos.
A atração de empresas para projetos de PPPs em municípios de menor porte foi apontada como desafio. A escalabilidade e a lucratividade são questões centrais quando o tamanho do empreendimento é reduzido.
Como solução, foi defendido o uso de consórcios entre vários municípios pequenos. Esse modelo permite criar modelagens comuns, aumentando a atratividade e viabilizando investimentos em áreas como resíduos sólidos e manutenção de prédios escolares.
Luísa Barreto, presidente da CODEMGE, informou que já há projetos em estruturação voltados a consórcios. Entre eles estão iniciativas na gestão de resíduos sólidos urbanos e na PPP para manutenção de escolas, com foco em ampliar escala e reduzir riscos.
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