A produção de Moscato d’Asti teve crescimento expressivo no mercado asiático em 2025, com as vendas na China saltando 55%. O resultado elevou o país a terceira maior fonte de demanda para a denominação italiana, respondendo por cerca de 18% das vendas globais.
Ao lado, as vendas de Asti Spumante, também produzido no Piemonte, subiram 20% impulsionadas pela demanda na China, Japão, Emirados Árabes e Cazaquistão. O aumento na Ásia contrasta com a desaceleração em outros mercados.
Mesmo com o desempenho positivo na região, o ano foi considerado complicado para Asti DOCG. As tarifas dos EUA, importantes para Moscato d’Asti, e o conflito Rússia-Ucrânia afetaram as exportações, pressionando o desempenho de todo o portfólio.
A direção do Asti DOCG aponta que o caminho de expansão passa pela diversificação de mercados. O presidente Stefano Ricagno ressaltou a necessidade de ampliar a presença comercial além das habituais frentes de atuação.
Segundo o consórcio, as receitas nacionais de bebidas espumantes recuaram globalmente em 2025, com quedas em grandes redes de distribuição. A queda foi influenciada por menores volumes e ajustes de consumo em diversas regiões.
Asti Spumante manteve-se sob pressão, registrando queda de 12,4% no volume global, para 49,3 milhões de garrafas, enquanto Moscato d’Asti caiu 1,8%, para 25 milhões de garrafas. A redução ocorreu principalmente na Europa e nos EUA.
Entre os principais destinos europeus, a Itália enfrenta retrações em mercados como Alemanha, Polônia e outros, enquanto alguns países da Europa Oriental mostram sinais de recuperação. A Ásia, por sua vez, segue como fator positivo para a denominação.
Entre na conversa da comunidade