A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Fallax, que mira uma organização criminosa responsável por estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias superiores a R$ 500 milhões. A ação envolve a Caixa Econômica Federal e desvenda esquemas ligados a contratos e operações financeiras.
Entre os alvos está Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, cuja atuação envolve soluções tecnológicas e atividades em setores como indústria, financeiro e infraestrutura. O celular do executivo foi apreendido durante a operação.
A PF cumpriu 43 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços, incluindo imóveis vinculados a Góis. Luiz Rubini, ex-sócio da Fictor, também está entre os investigados. A defesa de Rubini ainda não se manifestou. A assessoria de Góis informou que a defesa prestará esclarecimentos assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação.
Operação e empresas envolvidas
A Fictor, que atua como grupo de participações, foi mencionada como alvo da ação. Em nota, a empresa afirmou que, assim que a defesa tiver acesso aos autos, buscará esclarecer os fatos junto às autoridades competentes. Não houve confirmação adicional sobre vínculos diretos entre a Fictor e fraudes específicas.
Segundo o histórico público, a Fictor foi criada em 2007 para atuar em tecnologia e gestão de empresas, com atuação também em serviços financeiros e infraestrutura. Em novembro do ano passado, a empresa informou ter iniciado negociação para aquisição do Banco Master, em parceria com investidores dos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte, o BC liquidou o banco, e o negócio foi desfeito.
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