A Dívida Pública Federal (DPF) aumentou 2,31% em fevereiro, chegando a 8,841 trilhões de reais, ante 8,641 trilhões em janeiro. O crescimento foi puxado pela forte emissão de títulos prefixados, segundo o Tesouro Nacional.
A DPF é formada também pela Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi), que subiu para 8,511 trilhões de reais. Em fevereiro, houve emissão líquida de 102,81 bilhões em papéis, com apropriação de juros de 77,76 bilhões. A taxa Selic em 14,75% amplia esse efeito.
Emissão, vencimentos e colchão
No mês, o Tesouro emitiu 143,26 bilhões em títulos da DPMFi, enquanto resgates somaram 40,46 bilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 6,13%, para 329,65 bilhões, apesar da queda do dólar. O aumento ocorreu principalmente pela emissão de US$ 4,5 bilhões no exterior.
O colchão de segurança da dívida subiu de 1,085 trilhão para 1,192 trilhão de reais, reflexo de emissões líquidas. O colchão cobre 6,41 meses de vencimentos. Nos próximos 12 meses, vencimentos previstos somam 1,44 trilhão.
Composição e cenários
Como reflexo da emissão de prefixados, a participação dos títulos por tipo variou: Selic passou de 49,42% para 49,1%; inflação de 26,35% para 25,85%; prefixados de 20,65% para 21,33%; câmbio de 3,58% para 3,71%.
O Plano Anual de Financiamento (PAF) indica intervalos para 2026: Selic entre 46% e 50%; inflação entre 23% e 27%; prefixados entre 21% e 25%; câmbio entre 3% e 7%. Prazos médios da DPF ficaram em 4 anos, sinalizando renovação com tradição de crédito.
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