O Ibovespa caiu 1,45% hoje, pressionado pela inflação acima do esperado e pela piora no cenário geopolítico. O índice sinalizou aversão ao risco ao redor do fim do pregão, com bancos e commodities entre os movimentos mais voláteis.
A divulgação do IPCA-15 acima do previsto intensificou as preocupações com juros futuros e com a retomada da inflação. No front geopolítico, a tensão no Oriente Médio ampliou a percepção de risco entre investidores.
Durante a tarde, o dólar fechou em alta de 0,69% frente ao real, refletindo maior demanda por ativos refugentes. O ganho ocorre em meio a queda de bolsas em mercados internacionais.
O DXY, índice que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, avançou 0,30% às 18h, enquanto o Brent recuou 0,26%, cotado a US$ 101,13 no pós-mercado. O petróleo segue sujeito a volatilidade pela incerteza global.
Nos EUA, as maiores bolsas encerraram em queda. Dow Jones recuou 1,01%, S&P 500 caiu 1,74% e Nasdaq caiu 2,38%, evidenciando o tom de aversão ao risco no cenário externo.
Movimento de juros e impactos locais
- O Brasil acompanha o ritmo do dólar e dos juros futuros, com o BC monitorando impactos da guerra na economia.
- Analistas destacam que inflação pressionada pode levar a revisão de cenários para política monetária.
- O cenário internacional segue dependente de negociações entre EUA e Irã para reduzir tensões no Oriente Médio.
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