O arroz no Rio Grande do Sul mantém baixa liquidez, mesmo com recente alta de preços. O Cepea aponta entraves como custos elevados, margens negativas e incertezas sobre medidas de apoio que afetam negociações e escoamento da safra.
Denis Dias Nunes, presidente da Federarroz, afirma que houve aumento de cerca de 10% nos preços nos últimos 30 dias, mas o valor ainda fica abaixo do custo de produção. A situação complica as exportações para favorecer o escoamento local.
Para o setor, a possibilidade de ampliar a venda externa depende de competitividade e de previsibilidade de políticas públicas, incluindo apoio financeiro e medidas de estímulo ao escoamento da produção.
Medidas de apoio e avaliação
A subvenção de 70 milhões anunciada pelo governo surge como alívio parcial para produtores e beneficiadores, segundo Nunes. O montante é destinado ao Brasil e contempla prêmios de escoamento da produção, tanto para produtores quanto para indústrias de beneficiamento.
O dirigente ressalta que ainda não é possível confirmar se o valor será suficiente para mitigar a crise, mas representa um socorro importante neste momento. A expectativa é de que o apoio complemente ações privadas e exportações para reduzir a pressão sobre o mercado gaúcho.
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