Ivan Botelho e a Energisa ganharam relevância ao ampliar sua atuação no setor elétrico brasileiro, com foco em inovação e gestão. A história, contada em Ave Luz! – A jornada da Energia para o futuro, traz depoimentos que ajudam a entender o movimento da holding.
Hoje, a Energisa é uma holding avaliada em cerca de 25 bilhões de reais na bolsa, com nove distribuidoras estaduais, um braço de transmissão e uma incursão recente no gás. O percurso tem raízes em Leopoldina, Minas Gerais, e segue influenciando o setor até hoje.
No episódio de 5 de julho de 2013, em São Paulo, credores de Rede aprovaram a proposta da Energisa para a recuperação judicial, em assembleia realizada no subsolo de um hotel. A operação envolveu o pagamento de 1,95 bilhão aos credores e investimento de 1,1 bilhão nas distribuidoras.
A operação com o Grupo Rede e o resultado
A Energisa captou 1,5 bilhão em debêntures para financiar o plano de recuperação, elevando a dívida líquida/EBITDA para 3,1 vezes. A oferta total ficou em 3,2 bilhões, com promessa de transformar a Rede em uma rede mais eficiente.
A transação desbancou CPFL e Equatorial, que ao lado faturavam mais que a Rede. Contudo, parte dos credores recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo para contestar as condições de reestruturação. A ANEEL exigiu um plano de recuperação sólido.
O plano de recuperação, apresentado após 90 dias de análise, tinha 6 mil páginas e precisava provar melhoria de indicadores de qualidade em quatro anos. Maurício Botelho destacou que o projeto equilibrou juros, eficiência e salvaguardas para credores e consumidores.
A operação consolidou a Energisa no cenário de distribuição de energia no Brasil e demonstrou capacidade de enfrentar desafios complexos, com planejamento estratégico e execução robusta ao longo de anos. O desfecho marcou uma mudança relevante no setor.
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