A série Gargalos do Brasil, publicada neste sábado, analisa o aumento dos empregos informais e seu efeito sobre o crescimento econômico. Hoje, mais de 38 milhões de brasileiros trabalham sem registro formal, sem pagamento de impostos e sem acesso a benefícios sociais. O tema é apresentado para entender as consequências para o PIB e o desenvolvimento.
Em Osasco, a vendedora Marília Gonçalves prepara bolos, lanches e café antes do amanhecer para atender cerca de 90 clientes diários. O caseilustra como atividades informais geram renda, mas não entram na conta do desempenho econômico nacional.
Dados do IBGE mostram que a informalidade, embora tenha diminuído desde 2020, ainda envolve 37,5% dos ocupados. O MEI tem sido caminho para formalização, mas parte do trabalhador prefere permanecer informal para evitar encargos, como no caso de Rosimeire Costa, que migrou para o comércio informal.
Especialistas indicam que a informalidade freia desenvolvimento profissional e renda. A falta de investimentos em setores formais e na educação impede avanços significativos, segundo o economista Nelson Marconi, da FGV-SP, que aponta potencial de crescimento superior ao atual caso as reformas ocorram.
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