Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, brincou que se tornou o CTO, Chief Tariff Officer, da empresa para 2025, durante palestra na Brazil Conference, em Boston. A fala foi feita ao lembrar do histórico episódio de tarifas impostas pelo governo dos EUA.
O CEO destacou que viajou com frequência a Washington no ano anterior e foi bem recebido pelas autoridades, que teriam entendido o papel da Embraer na economia norte-americana. Ele afirmou que a empresa mantém presença relevante no país.
A Embraer sustenta forte presença nos EUA: a companhia emprega 2,5 mil profissionais no território e cerca de 40% do conteúdo dos seus aviões é americano, com mais de 200 fornecedores locais e cerca de 10 mil empregos indiretos.
Infraestrutura e impacto comercial
Após uma rodada de reuniões em Washington, a Embraer ficou livre das tarifas de 50%, sendo citada como exemplo de boa interlocução com autoridades norte-americanas. Neto mencionou números para reforçar a importância do mercado dos EUA.
A Embraer atua nos EUA há 46 anos. O país concentra 40% dos aviões de passageiros e 65% das aeronaves executivas da fabricante. Aproximadamente 1.000 aviões da Embraer operam nos EUA, correspondendo a 10% do fluxo de passageiros do mercado.
Além disso, a empresa aponta que mais de 100 milhões de norte-americanos voam a cada ano em aeronaves da Embraer, e a companhia acumula ativos e investimentos superiores a US$ 3 bilhões no país. A ação da empresa é listada na Bolsa de Nova York, com participação de investidores norte-americanos superior a 75%.
Para os próximos cinco anos, a Embraer projeta comprar US$ 21 bilhões em peças e equipamentos nos EUA e vender US$ 13 bilhões ao mercado norte-americano, estimando um superávit de US$ 8 bilhões.
A reportagem da CNN Brasil viajou a convite da Brazil Conference para cobrir o evento.
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