A direção dos Correios apresentou uma nova estrutura de pessoal que reduz o número de cargos de 32 para 18. A mudança vale para futuras contratações, enquanto, para os atuais empregados, a migração de carreira é opcional.
A proposta já foi enviada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e integra o plano de reestruturação da empresa. A decisão depende de aprovação pela Sest até o começo de abril.
A principal intenção é tornar a gestão de pessoal mais flexível, permitindo realocação de funções conforme a necessidade operacional. Cargos presenciais como atendimento poderão ter novas atribuições.
Também está prevista a extinção de cargos de dentista, médico e enfermeiro, com terceirização de tais atividades. A empresa aponta que não possui ambulatórios nas dependências atualmente.
Nova organização e etapas
A mudança busca reduzir custos e melhorar a eficiência, alinhando-se a metas de recuperação financeira. O fechamento de vagas ocorre em meio a revisões estruturais para ampliar entregas e reduzir despesas.
Medidas paralelas em andamento
Além da reestruturação, os Correios seguem com o PDV. Até agora, 2.117 funcionários aderiram, e a meta é 10 mil desligamentos em 2026. O prazo original foi estendido até 7 de abril para a adesão.
A escala de 12×36 já está em vigor em alguns setores, visando ampliar entregas nos fins de semana. A jornada atual varia entre 40 e 44 horas semanais, conforme a CLT.
Planos de saúde e adesões
O PDV enfrenta entraves com a perda do plano de saúde para quem se desligar, pois apenas aposentados poderiam manter a assistência mediante custo integral. A postal health lançou planos mais baratos para ex-funcionários e familiares.
A Postal Saúde, responsável pelo plano, apresentou novas opções com cobertura reduzida, cobrando menor valor. O objetivo é reduzir déficits e manter cobertura para quem permanece ou se desligar.
Contexto financeiro
O plano de reestruturação surgiu após identificação de um déficit de caixa estimado em 20 bilhões de reais. Em 2025, a empresa contratou empréstimo de 12 bilhões para viabilizar as medidas, junto a bancos públicos e privados.
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