O avanço da inteligência artificial (IA) criou a demanda por um novo cargo de alto escalão na indústria da moda: o diretor de IA. A função já aparece em marcas como Kering, Ralph Lauren, Lululemon e Marks & Spencer, segundo a Business of Fashion (BoF).
Na prática, essas funções são mais operacionais que conceituais, decidindo quais ferramentas usar, como aplicá-las no dia a dia e como reorganizar equipes. A tendência busca centralizar a IA na estratégia e na operação das empresas.
Na Kering, dona de Gucci e Balenciaga, a nomeação de Pierre Houlès para liderar digital, IA e TI sinaliza a intenção de colocar tecnologia no centro do negócio, integrando IA ao processo criativo e à estrutura corporativa, conforme comunicado da empresa.
Crescimento e reestruturação
O movimento envolve também cargos focados no crescimento, que alinham lojas, e-commerce e atacado para gerar resultados mais claros. Saks e REI já passaram a tomar decisões centrais para os diferentes canais.
Dados da consultoria Kirk Palmer Associates indicam aumento relevante na indicação de diretores comerciais entre 2024 e 2025, com continuidade em 2026. O objetivo é reorganizar estruturas antes de retomar o crescimento.
Quando há conjuntos de marcas, o desafio é manter a identidade de cada uma ao mesmo tempo em que se escala. A coordenação de objetivos transversais é citada como essencial para marketing, cadeia de suprimentos e merchandising.
Perspectivas e incertezas
Ainda não há consenso sobre a duração desses cargos. Parte das funções pode migrar à medida que as estruturas se ajustam. Em algumas situações, a coexistência de diversos chefes pode se tornar inviável a médio prazo.
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