O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, que a Selic elevada por tempo prolongado criou uma margem de segurança na condução da política monetária diante da guerra no Oriente Médio.
Ele comparou a atuação do BC a um transatlântico e não a um jet-ski, ressaltando que a política contracionista tem mostrado efeitos ao longo de 2026, com desaceleração da atividade econômica. O evento ocorreu em São Paulo, durante o J Safra Macro Day 2026.
Galípolo defendeu atuação serena e parcimoniosa do BC, destacando que o colegiado tende a adotar uma postura conservadora. Segundo ele, o objetivo é reduzir riscos de posições extremadas entre os membros.
Mudança no cenário de política monetária
O BC manteve a Selic em 15% ao ano de junho de 2025 até março de 2026, com perspectiva de elevação menor do que antes se previa. A queda em 0,25 ponto percentual para 14,75% ocorreu em uma reunião recente.
O Comitê de Política Monetária explicou que o ciclo de cortes seria menos intenso, em função dos conflitos no Oriente Médio e da transmissão da política monetária diante de choques de oferta com petróleo. O cenário continua sujeito a volatilidade.
O Boletim Focus divulgado nesta segunda mostrou alta na inflação mediana para 2026, a 4,31%. Analistas revisaram seus prognósticos, com o Itaú BBA projetando 13% para a Selic e inflação em 4,50% no teto da meta.
Entre na conversa da comunidade