O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, 30, subindo 0,53% e registrando 182.514 pontos, em meio a movimentos contrários às bolsas dos EUA. A valorização veio apesar da pressão de fatores geopolíticos envolvendo EUA, Israel e Irã. O petróleo Brent ganhou quase 2% no mercado internacional, sustentando ganhos do índice brasileiro.
A Petrobras ajudou o avanço do Ibovespa ao longo do dia, com ações da estatal subindo mais de 2% na máxima, impulsionando o desempenho do índice. A reação do mercado ocorreu em meio a expectativas sobre o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, ponto estratégico afetado pelo conflito na região.
O dólar teve alta discreta frente ao real, chegando a R$ 5,25, com ganho de 0,12%. No exterior, novas declarações de Donald Trump sobre o Irã movimentaram os ativos, trazendo sinais de possível desescalada, mas também de riscos caso o acordo demore a ser fechado.
Cenário internacional e repercussões
O governo americano sinalizou negociações com o Irã, com menções a um regime mais estável para encerrar operações militares, segundo relatos veiculados pela imprensa. Ainda assim, Trump reforçou a possibilidade de ações contra alvos estratégicos do Irã caso não haja progresso, mantendo o mercado atento à volatilidade.
Os principais índices acionários dos EUA chegaram a operar em alta após as declarações, mas passaram a registrar perdas ao longo do dia: Dow Jones (+0,11%), S&P 500 (-0,39%) e Nasdaq (-0,73%). Analistas destacam que a volatilidade tende a permanecer sem um claro desfecho para o conflito.
Perspectivas de curto prazo
Especialistas ressaltam que choques geopolíticos costumam ter efeito de curto prazo, mas, sem sinais consistentes de um acordo, podem manter a volatilidade. O Ibovespa permanece sensível a notícias externas, bem como à evolução dos preços do petróleo e da percepção de risco global.
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