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Itaú projeta inflação de 4,5% para 2026 após conflitos no Oriente Médio

Itaú eleva inflação estimada para 2026 a 4,5% e Selic para 13% com impactos da guerra no Oriente Médio, destacando pressão de petróleo e fertilizantes

O banco revisou nesta 2ª feira (30.mar.2026) as projeções para 2026 e 2027
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O Itaú BBA revisou as projeções para 2026 e 2027, com inflação a 4,5% em 2026 e taxa Selic a 13% ao ano. O ajuste vem após o início da guerra no Oriente Médio, que elevou a percepção de riscos.

A instituição aponta pressão inflacionária principalmente por preços de combustível, reflexo de um petróleo com preço de equilíbrio mais alto. Também cita inércia inflacionária e fertilizantes em 2027 como fatores adicionais.

Apesar das mudanças, o banco manteve previsões de crescimento do PIB estáveis, em +1,9% para 2026 e +1,7% para 2027. A visão de crédito habitacional mais positiva ajuda a compensar a desaceleração global.

O Itaú observa que o efeito dos conflitos sobre a inflação pode frear a economia global. Em termos de câmbio, mantém a projeção do real em R$ 5,40 para 2026 e R$ 5,60 para 2027.

CONTAS PÚBLICAS

O relatório aponta melhora na previsão de resultado primário do governo central. A arrecadação com petróleo deve elevar a receita, reduzindo o deficit de -0,8% do PIB em 2026 para -0,5%. Em 2027, o déficit cai a 0,6% do PIB.

O Itaú também elevou a percepção de déficit externo, de transações correntes, de R$ 66 bilhões para R$ 70 bilhões. O cenário externo mais volátil impacta a conta externa do País.

Fonte da análise permanece o relatório econômico divulgado pelo Itaú BBA em 30 de março de 2026, que reúne cenários macro para Brasil e exterior diante da conjuntura global.

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