O Mattos Filho encerrou o último ano com receita líquida de R$ 1,39 bilhão, alta de 8,9% ante 2023. O crescimento foi puxado pelo contencioso, especialmente litígios tributários, e pela retomada de operações de M&A. O desempenho ficou em linha com a média dos últimos cinco anos.
A firma também destacou o papel do mercado de transações, que retomou fôlego a partir de abril e maio, segundo o sócio-diretor Pedro Dias. Ele afirmou que os deals passaram a fluir, deixando a prática transacional muito forte no fechamento de 2025 e início de 2026.
O contencioso respondeu por 51,5% da receita total, enquanto as áreas transacional e regulatória somaram os 48,5% restantes. Dias ressalta que litígios tributários foram o principal destaque, em meio a uma complexidade tributária brasileira constante.
Desempenho e demanda por M&As
A retomada dos M&As foi atribuída a uma convergência de expectativas entre vendedores e compradores após a pandemia. Segundo Dias, houve ajuste de preços e ofertas, permitindo maior pactuação entre as partes.
O estudo de resultados apontou a liderança do Mattos Filho em volume e número de deals, refletindo o posicionamento em rankings globais. O escritório figura entre os 200 maiores do mundo, com atuação destacada na região.
Expansão de sócios
O ano trouxe sete promoções internas e a admissão de Victoria Villela, nova sócia da área de reestruturação, elevando o número de sócios para 140. Em janeiro, o escritório já havia integrado Fábio Perez, ex-Lefosse Advogados, com perspectiva de novas promoções em maio.
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