A Vale informou que o negócio de metais básicos deverá ganhar participação relevante na geração de caixa da companhia. A subsidiária Vale Base Metals (VBM) pode responder por cerca de 30% a 35% do Ebitda consolidado a partir de 2035, com destaque para a expansão em Carajás, no Pará.
A empresa detalhou, em comunicado ao mercado, que espera crescimento orgânico entre 4% e 6% ao ano nos próximos anos, sugerindo um potencial de geração de caixa superior aos pares com portfólio diversificado. A estimativa envolve preços de longo prazo para cobre, níquel e ouro, com base em projeções de fevereiro de 2026.
A Vale destacou que, desde o carve-out da VBM em 2024, a subsidiária representava 10% do Ebitda da companhia e, neste ano, deve chegar a 26% do indicador. O fluxo de caixa livre da VBM em 2026 pode ficar entre US$ 400 milhões e US$ 1,9 bilhão.
Potencial de produção e localização estratégica
Segundo o CFO Marcelo Bacci, a VBM pode alcançar 700 mil toneladas de cobre nos próximos nove anos, operando em Carajás, onde a Vale possui infraestrutura, conhecimento e relações para sustentar o crescimento. A empresa ressalta que o potencial de reservas permite escalabilidade futura.
O Itaú BBA manteve recomendação de compra para ADRs da Vale, com preço-alvo de US$ 19,50, avaliando a VBM como um dos principais motores de crescimento e geração de valor para a Vale na década seguinte.
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