A Nike divulgou um guidance abaixo das expectativas para o próximo ano, ampliando a pressão sobre o turnaround sob o comando do novo CEO, Elliott Hill. A empresa prevê queda de 2% a 4% na receita no trimestre atual e recuo de até um dígito no restante do ano civil. Analistas ouvidos pela Bloomberg projetavam crescimento de 2% no trimestre e ganhos maiores ao longo do ano.
A direção afirmou que o trabalho de reestruturação é complexo e enfrenta atrasos em algumas frentes, mas a bússola estratégica permanece clara e a urgência é real. Os ventos contrários atingem diversas regiões, apesar de sinais positivos na América do Norte.
Os papéis caíram quase 10% na negociação pré-mercado desta quarta-feira, refletindo o guidance aquém do esperado. Até o fechamento de terça, as ações tinham recuado 17% no ano. Hill busca recuperar o domínio da empresa com foco maior em basquete e corrida, enquanto enfrenta desafios na China e com a marca Converse.
A empresa aponta estoques elevados na Europa e no Oriente Médio e interrupções logísticas associadas a conflitos regionais, que podem aumentar a volatilidade nos negócios. A fraqueza na China e em outras áreas também chamou atenção entre analistas.
No terceiro trimestre fiscal, a Nike reportou receita de US$ 11,3 bilhões, estável frente ao mesmo período do ano anterior e acima da média de estimativas de analistas, segundo a Bloomberg. A norte-americana segue apresentando liquidez, enquanto a demanda na Europa e no Oriente Médio mostra pontos de fricção.
Regiões aparecem com interpretações distintas: a América do Norte mostra retomada de demanda e estoques controlados, sinalizando expectativa de crescimento modesto no restante do ano. A Nike planeja apresentar uma orientação de longo prazo em evento para investidores no outono.
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