A Raízen propõe reestruturar quase US$ 13 bilhões em dívida por meio da conversão de parte do passivo em participação acionária. A ideia também envolve ceder até 70% do controle da empresa aos credores, conforme o plano em discussão.
A proposta será apresentada aos credores na próxima semana, com o objetivo de facilitar o serviço da dívida e fortalecer a posição financeira da companhia. A estratégia envolve emissão de novas ações e renegociação de contratos existentes.
A Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell, atuando em etanol, açúcar, energia renovável e distribuição de combustíveis. A iniciativa visa manter operações, empregos e valor para credores e acionistas, dentro de um plano estratégico de longo prazo.
Reestruturação, governança e prazos
A proposta prevê participação dos credores no capital da empresa e possível mudança na governança corporativa, conforme a adesão ao acordo. A Raízen ressalta alinhamento com metas de sustentabilidade e inovação no setor energético.
A expectativa é que o acordo seja aprovado pelos credores na próxima semana, permitindo a continuidade das atividades com maior solidez e flexibilidade financeira. A conclusão da reestruturação está prevista para o fim do próximo semestre.
A companhia enfatiza o compromisso com soluções energéticas mais limpas e eficientes, reforçando a estratégia de crescimento no setor de energia renovável. O desfecho depende ainda de aprovações regulatórias necessárias.
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