Tim Cook chegou à Apple em março de 1998, em meio à crise. Steve Jobs havia retornado e a empresa enfrentava perdas e risco de falência. Cook entrou como vice-presidente sênior de operações globais para resolver a cadeia de suprimentos durante a crise financeira.
Nos primeiros anos, atuou nos bastidores e promoveu mudanças profundas. Reduziu fornecedores de mais de 100 para 24, cortou armazéns pela metade e passou a usar fabricantes terceirizados. O giro de estoque caiu de 64 para 5 dias, reduzindo custos e desperdícios.
Estrutura e operações integradas
Essa transformação levou Cook a conectar operações, vendas e estratégia. Em 2000 passou a influenciar distribuição e presença comercial, centralizando a cadeia produtiva. A evolução continuou com foco na produção, entrega e desempenho global da Apple.
Com a liderança de engenharia de hardware do Macintosh, Cook encurtou prazos e reduziu riscos industriais. Passagens como líder interino mostraram sua capacidade de conduzir a empresa em momentos críticos.
Ascensão a COO e protagonismo em lançamentos
Em 2005 foi promovido a COO, consolidando um modelo de operações, vendas e suporte. A estrutura viabilizou lançamentos em escala global, como o iPhone em 2007, além de sustentar iPod e iPad. A execução tornou-se um diferencial competitivo.
Entre 2004 e 2011, afastamentos de Jobs levaram a substituições temporárias. Em momentos de instabilidade, Cook assumia a gestão para manter a operação. Essas experiências o consolidaram no centro das decisões.
Chegada à liderança e expansão
Em janeiro de 2011 passou a liderar as operações do dia a dia e, em 24 de agosto, tornou-se CEO formalmente. A transição baseou-se na consistência operacional e na capacidade de manter desempenho em cenários adversos.
Sob Cook, a Apple expandiu receita e presença global. Em 2012 voltou a pagar dividendos e lançou o Apple Watch e o Apple Pay. A empresa manteve o ritmo de lançamentos acompanhado de expansão de serviços.
Crescimento e novos horizontes
A década viu a empresa chegar a US$ 1 trilhão de valor de mercado em 2018 e, em 2020, superar US$ 2 trilhões. A transição para chips próprios com Apple Silicon ganhou destaque nessa fase. A base instalada de iPhones ativos ultrapassou a marca de 1 bilhão em 2021.
Na sequência, a Apple intensificou serviços digitais, chips proprietários e inteligência artificial. Até 2025, a receita anual ficou em torno de US$ 416 bilhões, com o valor de mercado acima de US$ 3 trilhões.
Entre na conversa da comunidade