Em 2026, nove estados brasileiros têm mais famílias recebendo o Bolsa Família do que trabalhadores formais com carteira assinada, segundo dados de fevereiro. A situação mostra dependência do auxílio mesmo com vagas formais disponíveis.
A dinâmica mudou ao longo dos anos. Em 2023 e 2024, eram 13 unidades com essa condição; em 2025, caiu para 12. Hoje, a maioria dos estados com maior dependência fica nas regiões Nordeste e Norte.
No conjunto do país, há 48,8 milhões de pessoas com emprego formal e 18,8 milhões de famílias no Bolsa Família. A soma ilustra a dicotomia entre o mercado de trabalho formal e o benefício social.
Avanço em 1 ano
Apesar da persistência da dependência, a carteira assinada avançou mais rapidamente do que o Bolsa Família entre 2025 e 2026. Em fevereiro, a relação é de 38,6 beneficiários do Bolsa para cada 100 trabalhadores formais.
O recorde de dependência ocorreu em janeiro de 2023, com 49,6 cadastros por 100 empregos formais. A alta coincidiu com o início da atual gestão federal.
A queda de 2025 decorreu de dois fatores: crescimento do emprego formal e mudanças no pente-fino de benefícios. O governo revisou cadastros e retirou 2,1 milhões de famílias do Bolsa em 2025.
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