O Ministério da Agricultura destinará 3 bilhões de reais do Programa Caminho Verde Brasil para a Caatinga, com foco em estruturar a produção de milho na região. A decisão foi discutida em reunião realizada em 26 de março, no Recife (PE).
Participaram assessores do gabinete do ministro Carlos Augustin e de Pedro Cunto, além de representantes da ABPA, produtores rurais, avicultores, Banco do Brasil, Embrapa, Corteva e parceiros técnicos. O total do programa é de 30 bilhões, dos quais 3 bilhões vão para a Caatinga.
A proposta visa integrar pequenos produtores à cadeia do milho, especialmente junto aos polos avícolas locais, reduzindo a distância do insumo, hoje obtido a mais de 1.000 quilômetros. A meta é reduzir custos da indústria regional e fomentar uma agricultura comercial.
Avanços e próximos passos
Segundo Augustin, a ideia é apoiar o crescimento da produção de milho ao redor das operações avícolas, conectando produtores à indústria. A iniciativa é considerada estratégica para a sustentabilidade econômica da região.
Para Marcelo Osório, da ABPA, o programa tem potencial social e de desenvolvimento regional, com consenso entre participantes. O grupo deve detalhar a implementação nas próximas semanas.
Representando a Avipe, Edival Veras informou que os recursos podem viabilizar até 400 mil hectares para milho sustentável, atendendo aos critérios ambientais do programa.
Os participantes definiram uma agenda de parcerias entre produtores e indústria. Um novo encontro está previsto para abril, para apresentar avanços e definir o cronograma de execução.
O Caminho Verde Brasil pretende restaurar até 40 milhões de hectares degradados, promovendo atividades produtivas que conciliem alimentação, transição energética e proteção ambiental, reforçando a atuação do Brasil na agricultura sustentável.
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