O Banco Central Europeu não fará ajuste automático da política monetária sem avaliar o tamanho e a natureza da interrupção no fornecimento de energia causada pelo conflito com o Irã. A linha de atuação dependerá de como esse choque se desenrolar na zona do euro.
Yannis Stournaras, membro do Conselho do BCE e presidente do Banco da Grécia, escreveu em uma reunião anual do banco central grego em Atenas. Ele indicou que o cenário econômico pode exigir respostas diferentes conforme o impacto energético.
Segundo o economista, se o aumento dos preços da energia for temporário, a necessidade de ajuste monetário tende a ser limitada. Já uma pressão mais forte e persistente pode levar a uma postura mais rígida na política.
A análise envolve expectativas de inflação de médio prazo e a evolução dos salários. O BCE monitora indicadores de energia, inflação e condições de mercado para calibrar futuras medidas.
Stournaras ressaltou que a decisão dependerá de como o choque energético se propaga pela economia e de seus efeitos sobre a demanda interna. O tema permanece central para a condução da política na zona do euro.
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