O governo federal anunciou nesta segunda-feira a implementação de uma subvenção ao GLP importado, com vigência inicial de dois meses e possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. A medida busca reduzir o impacto da guerra sobre o custo do gás de cozinha para a população brasileira.
A iniciativa afeta o programa Gás do Povo, que oferece GLP gratuitamente a cerca de 50 milhões de pessoas. O objetivo é conter efeito de elevações de preços provocadas pela alta internacional do petróleo e por tensões no mercado.
O GLP chega ao Brasil por meio de leilões da Petrobras; recentes altas ocorreu após o leilão de março. A subvenção, divulgada pelo governo, visa mitigar o repasse de custos aos consumidores mais vulneráveis, especialmente em ano eleitoral.
Medidas anunciadas e orçamento
O subsídio é direcionado ao GLP importado, com orçamento estimado para 2024 inicialmente em torno de R$ 4,7 bilhões. Esse montante substitui o valor originalmente previsto de até R$ 5,1 bilhões, ajustado pela Câmara dos Deputados.
Distribuidores e revendedores cogitam impactos diretos nas margens do programa, já que a regra não permite repassar aumentos de custo aos beneficiários. Alguns revelam que margens menores podem levar a renegociações de preços de referência.
O Ministério de Minas e Energia não respondeu a pedidos de comentário. Economistas dizem que ajustes de preços costumam exigir trâmites internos, o que pode retardar a implementação total da medida.
Desdobramentos setoriais
Especialistas apontam que a volatilidade do mercado desde o início da guerra pede revisão metodológica de precificação. Há expectativa de possibilidade de mecanismos extraordinários para amortecer choques específicos do mercado internacional.
A situação também envolve revendedores em regiões remotas, onde margens são especialmente sensíveis. Alguns venturam a possibilidade de abandonar o programa se não houver ajuste adequado de preços e condições de compra.
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