O governo deve assinar ainda nesta semana a medida provisória do diesel para conter a alta de preços provocada pelo conflito no Oriente Médio. A ação visa estabilizar o mercado doméstico e busca adesão de todos os estados e do Distrito Federal.
A MP prevê subsidiar o diesel importado com um desconto de 1,20 real por litro. A finalidade é evitar aumentos demasiado expressivos no preço final para consumidores e empresas, enquanto o cenário externo permanece instável.
A troca de adesões entre os governos estaduais segue em curso. Do lado federal, a tarefa é obter apoio amplo para a medida, que depende da participação de diferentes atores do setor energético.
Desafios com as importadoras
O economista Ricardo Buso, em entrevista ao Conexão Record News, destacou que a efetividade da MP depende diretamente da adesão das grandes importadoras. Segundo ele, sem esse alinhamento, o impacto da política tende a ser menor do que o inicialmente esperado.
Buso acrescentou que o recuo dessas empresas pode reduzir o tamanho do desconto aplicado ao diesel importado, limitando a receptividade do mercado à medida e dificultando o controle de preços no curto prazo.
O movimento das importadoras é apontado como principal entrave à tramitação e implementação da MP. A gestão pública permanece monitorando as negociações com o setor para buscar um caminho viável diante do cenário regional e internacional.
As próximas etapas envolvem participação de representantes estaduais e do DF em rodadas de diálogo com o governo federal. A expectativa é consolidar um acordo que permita a entrada em vigor da medida ainda nesta semana.
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