O mercado financeiro elevou pela quarta semana consecutiva a projeção da inflação para 2026. O Relatório Focus aponta IPCA de 4,36%, frente a 4,31% na semana anterior, impulsionado principalmente por tensões no Oriente Médio que pressionam o petróleo.
Mesmo com o ajuste, a meta permanece dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual sobre o centro, que é 3%. Para 2027, a projeção do IPCA subiu de 3,84% para 3,85%. Entre as 70 estimativas, houve leve avanço de 3,93% para 3,96%.
Inflação e cenário externo
Conflitos na região elevam as cotações internacionais do petróleo, ampliando a pressão sobre preços. O relatório aponta que o choque externo é o principal motor do ajuste nas previsões de inflação para 2026 e 2027.
Selic e decisões do Banco Central
O mercado mantém a expectativa de uma Selic elevada ao fim de 2026, em 12,50%. No mês anterior, a projeção era de 12,13%. O Copom anunciou, no dia 18, o primeiro corte de juros em quase dois anos, reduzindo a Selic de 15% para 14,75% ao ano. O presidente do BC reforçou que a autoridade monitora os impactos do choque do petróleo e atua com cautela para ganhar tempo para análises.
PIB e projeções de crescimento
A expectativa para o PIB brasileiro em 2026 seguiu estável em 1,85%. Esse patamar é superior ao divulgado pelo Banco Central, que projeta alta de 1,6% para o mesmo ano. Nos últimos cinco dias úteis, as estimativas para o PIB passaram de 1,91% para 1,81%, indicando possível arrefecimento do otimismo.
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