A abundância de conteúdo impulsionada pela IA generativa transformou o marketing. Hoje, marcas produzem com velocidade e qualidade, mas a escala não garante relevância. Sem diferenciação, o excesso não convence.
Poliana Abreu, chief knowledge officer da Singularity Brazil, aponta que produção em massa não gera aprendizado automático. Para criar repertório e antecipar futuros, empresas devem curar conteúdo e construir sentido, em vez de simplesmente produzir.
No ambiente business-to-business, decisões de compra são graduais, fundamentadas por aprendizados e conversas ao longo do tempo. Quem ajuda a pensar, e não apenas a vender, ganha vantagem competitiva sustentável.
Para Abreu, a pergunta mudou: não é mais o que publicar, e sim como a empresa ajuda o cliente a interpretar o mundo. Isso exige repensar vozes disponíveis e o desenho de experiências.
Acontece uma inflação de especialistas e de conteúdo com presença algorítmica. Contudo, influência vazia não resiste; vivência real e visão própria passam a diferenciar marcas na era da IA.
A discussão também envolve o conceito de thought leadership. Embora a IA torne o tema mais desafiador, Abreu não vê o fim da liderança de pensamento, e sim um aperfeiçoamento da curadoria.
Experiência como infraestrutura de marca
Conteúdo bem curado ganha força quando ancorado em experiência prática, dizem pesquisadores e executivos. Eventos, programas e comunidades funcionam como infraestrutura estratégica de marca, ao provocar aprendizados reais.
A Singularity Brazil, ligada à Ânima Educação, atua conectando líderes, marcas e ideias em jornadas de alto impacto. Movimenta grandes eventos e sessões com palestrantes internacionais, buscando relações duradouras.
A mensagem de Abreu é direta para as áreas de marketing: priorizar espaços que ajudem pessoas e empresas a pensar melhor, em vez de apenas preencher calendários.
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