Os futuros dos EUA ampliaram ganhos nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, à espera de um desfecho no prazo de Donald Trump sobre a guerra com o Irã. O mercado acompanha o Estreito de Ormuz, área-chave para o abastecimento global de petróleo, e a possibilidade de um acordo de paz entre Irã e EUA.
Apesar de negociações parecerem “indo bem” segundo fontes, o prazo expira às 20h, no horário de Washington. Trump mantém a condição de destruição de infraestrutura iraniana caso não haja acordo, elevando a incerteza entre investidores.
O S&P 500 sobe 0,1%, e o Stoxx 600 europeo avança 0,6%. O Brent mantém ganhos reduzidos, próximos de US$ 110 por barril, e o dólar perde 0,2% frente a uma cesta de moedas. Rendimentos de Treasuries de 10 anos ficam estáveis em 4,33%.
Prisão de risco e panorama de mercados
O ouro registra alta de 0,7%, cotado perto de US$ 4.680 por onça. A volatilidade no petróleo segue intensa, com prêmios de entrega imediata elevando-se antes do feriado da Páscoa. O conflito já provocou impactos globais significativos no mercado de energia.
A tensão envolve ataques iranianos contra Arábia Saudita e contramedidas de Israel, ampliando incertezas sobre oferta e demanda. Analistas destacam que a proximidade do prazo aumenta a possibilidade de ciclos de adiamento de negociações.
Observações de especialistas e outros movimentos
Economistas apontam que, sem evidência de acordo até o prazo, pode prevalecer a visão de cenário de novo adiamento. O cobre, sensível ao custo de energia, pode sofrer recuo se o estreito continuar bloqueado, elevando custos logísticos globais, segundo o Goldman Sachs.
Na região, a notícia também traz impactos para companhias aéreas e setores ligados a energia, com ajustes de custos e operações diante da instabilidade no Oriente Médio. Abaixo, a evolução dos índices e dos ativos permanece suscita a variações conforme desfecho negociado.
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