O estudo anual do Ilos aponta leve queda no peso da logística sobre os custos das empresas, mas o valor continua acima de 15% do PIB. Em 2023, as despesas logísticas ficaram em 15,5% do PIB, com 15,6% projetado para 2024.
Os componentes da parcela logística mantêm o maior peso em transporte (8,5%), seguido de estoque (5,3%), armazenagem (1%) e administrativo (0,6%). O comportamento recente indica persistência de custo elevado no setor.
O ponto de referência histórico mostra queda ao longo do tempo, porém ainda alto. Em 2016, o total foi de 11,5% do PIB; em 2004, na primeira edição, era 12,1%. O ponto mais baixo ocorreu em 2014, com 10,4%.
Maurício Lima, sócio-diretor do Ilos, explica que o volume de carga transportado cresceu cerca de 25% na última década, sem melhoria equivalente na infraestrutura logística. Investimentos, portanto, não acompanham a demanda.
Para 2025, os preços de frete permanecem similares aos de 2024, o que pode sinalizar estabilidade de custos a curto prazo, mas pode indicar pressão futura. As empresas contratantes veem o transporte como custo elevado, enquanto as tarifas não acompanham integralmente o aumento das despesas das transportadoras.
A partir dessa conjuntura, observa-se que operadores logísticos estariam saindo de segmentos específicos, inclusive do setor de grãos, que teve alta de produção por volta de 17% em 2025, segundo o estudo.
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