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New York Times aponta Adam Back como possível Satoshi Nakamoto

Nova investigação do The New York Times aponta Adam Back como Satoshi Nakamoto, mas Back nega ser o criador do Bitcoin.

Estátua em homenagem a Satoshi Nakamoto localizada em Budapeste, na Hungria (Shutterstock)
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O The New York Times publicou uma investigação que aponta o criptógrafo britânico Adam Back como o nome mais provável por trás do pseudônimo Satoshi Nakamoto. A reportagem não conclui de forma definitiva, mas trata Back como principal suspeito após um ano de apuração.

O repórter John Carreyrou analisou centenas de mensagens de listas de discussão cypherpunk, registros judiciais e e-mails para reduzir o grupo a um único candidato. A hipótese se baseia em padrões de escrita, hábitos linguísticos e na trajetória técnica de Back, conhecido no meio desde os anos 1990.

A investigação parte de uma cena de um documentário de 2024, na qual Back reage de forma tensa ao mencionar seu nome como possível Satoshi. Carreyrou afirma que o comportamento dele, inclusive na entrevista, levantou suspeitas entre os pesquisadores.

Durante a apuração, a reportagem sustenta que Back descreveu, ainda em 1997, conceitos centrais que mais tarde estariam no Bitcoin, como dinheiro eletrônico sem bancos, privacidade, escassez embutida e rede distribuída. O artigo reforça que o white paper de 2008 cita Hashcash, criado por Back, e o conceito de b-money de Wei Dai.

Back nega há anos ser Satoshi. Em resposta à nova matéria, afirmou: eu não sou Satoshi, mas fui um dos primeiros a explorar as implicações sociais da criptografia, da privacidade online e do dinheiro eletrônico, o que motivou meu interesse a partir de 1992.

Ao longo dos anos, nomes como Nick Szabo, Hal Finney, Len Sassaman e Peter Todd ganharam atenção na imprensa e em documentários. Em 2024, um filme da HBO sugeriu Todd como possível Satoshi, ideia que ele rejeitou publicamente.

O caso também envolve Craig Wright, cuja alegação de ser Satoshi foi contraposta pela Justiça britânica em 2024, com a corte de Londres afirmando que ele mentiu de forma extensa e usou documentos forjados. Wright recebeu pena suspensa por desrespeito a ordens judiciais.

O segredo em torno de Satoshi não é apenas histórico. Estima-se que o criador do Bitcoin detenha cerca de 1,1 milhão de BTC, correspondente a mais de 5% da oferta máxima da criptomoeda. Mesmo com o tempo, novas pistas sobre a identidade mantêm o tema em evidência no universo cripto.

Observação: o texto acima cita a investigação, nomes e eventos apresentados na matéria original. As informações oficiais devem ser conferidas diretamente nas fontes jornalísticas.

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