A Hapvida anunciou uma reorganização de seu topo executivo, com a nomeação do novo Chief Financial Officer (CFO) e outras mudanças no C-Level. A empresa descreveu a atualização como uma combinação de continuidade e renovação na gestão.
O novo CFO é Lucas Garrido, ex-managing director e sócio do BCG nos últimos três anos. Anteriormente, atuou em Itaú Asset, GIC e GP Investments. Desde outubro do ano passado, já prestava consultoria à Hapvida, ajudando na revisão comercial e na estratégia da região metropolitana de São Paulo, com desdobramentos para outras áreas.
Garrido assume o posto de Luccas Adib, que passa a ocupar a posição de CEO. O movimento já havia sido anunciado no fim de 2025. Jorge Pinheiro, atual CEO, assume a presidência do conselho, ocupada anteriormente pelo pai dele, Cândido, fundador da empresa.
Adib afirmou ao Brazil Journal que o CFO terá papel de business partner junto ao CEO, ajudando a estabelecer ágeis trilhas analíticas e mantendo o caixa sob disciplina. A empresa destacou que o processo de escolha contou com meses de avaliação e ao menos 10 candidatos.
“Ao lado de Garrido, a Hapvida reforça o time com novos executivos em áreas-chave”, disse o CEO. A companhia confirmou ainda as indicações de outros nomes para o C-Level: Fabiane Reschke, para vice-presidente jurídica; Felipe Nobre, estratégia, M&A e relações com investidores; Felipe Araújo, pessoas; Gianfranco Lucchesi, planos premium; e Bruno Pinto, chief medical officer.
Segundo a Hapvida, a nova estrutura preserva lideranças com conhecimento consolidado do negócio, ao mesmo tempo em que incorpora competências complementares para o próximo ciclo. A empresa afirma buscar equilíbrio entre operação e estratégia para acelerar o crescimento.
O anúncio ocorre um dia depois de relatos sobre a possível venda da operação do Sul do país, num processo liderado pelo BTG Pactual. Também foi informado que a família Pinheiro elevou sua participação na Hapvida, de 41,5% para 51,3%, por meio de uma operação de derivativo com o BTG.
As mudanças chegam poucos dias após a gestora Squadra, com quase 7% do capital, ter publicado carta solicitando alterações na gestão, incluindo a venda de Sul e Sudeste e mudanças no conselho. A Hapvida busca retomar controle de narrativa diante de ceticismo do mercado.
Na prática, a companhia vê o papel das novas lideranças como parte de um esforço para reorganizar a gestão e reagir rapidamente a demandas do setor, mantendo o foco na rentabilidade e na adaptação ao portfólio que atende aos clientes. A cotação tem reagido com volatilidade após os anúncios.
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