Na semana encerrada em 4 de abril, os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram 16 mil, para 219 mil, em dados ajustados sazonalmente. O Departamento do Trabalho divulgou os números na quinta (9).
Economistas consultados pela Reuters previam 210 mil pedidos para a última semana. O ritmo baixo de demissões continua a sustentar o mercado de trabalho americano.
Não houve sinal claro de que o choque nos preços do petróleo, decorrente do conflito no Oriente Médio, tenha reduzido o emprego. O mercado ainda aponta para manutenção da atuação do Fed.
Contexto econômico
Um dia antes, em 7 de abril, Trump anunciou um cessar-fogo de duas semanas condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã. A medida ocorreu em meio a forte alta dos preços globais do petróleo.
Esse cenário elevou o preço médio da gasolina nos EUA para além de US$ 4 por galão, pela primeira vez em mais de três anos, impactando ações e inflação de curta duração. Fontes oficiais ressaltam volatilidade no curto prazo.
Economistas já se preparam para inflação de março, com expectativa de alta mensal de até 1,0% no CPI, o que projeta avanço anual de aproximadamente 3,3%. A meta do Fed permanece em 2%.
Política monetária e mercado de trabalho
O Fed manteve a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% em março. A ata da última reunião indica expectativa de estabilidade da criação de empregos e do crescimento da força de trabalho, com alguns participantes prevendo aperto adicional.
O mercado de trabalho é descrito por economistas como estado de baixa contratação e baixa demissão, influenciado por incertezas ligadas a tarifas de importação e políticas de imigração. Novos choques podem mudar esse cenário.
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