A Petrobras anunciou que devolverá aos clientes os valores pagos a mais no leilão de gás realizado em 31 de março. O produto chegou a ser vendido com preços até 100% acima da tabela da estatal. A empresa informou que cobrirá a diferença entre o Preço de Paridade de Importação (PPI) e os lances dos distribuidores.
A devolução ocorrerá após a neutralização dos efeitos de preço decorrentes do leilão de GLP, segundo a companhia. A decisão é embasada em análises econômicas e de risco, levando em conta o cenário mercadológico atual e manifestações de órgãos regulatórios como a ANP.
A Petrobras garantiu a entrega de todos os volumes contratados no leilão e afirmou que analisa adesão ao programa governamental de subvenção ao GLP importado, instituído pela Medida Provisória Nº 1.349. Se ocorrer, também serão devolvidos os valores cobertos pela subvenção.
No dia 2 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou a intenção de anular o leilão, alegando discordância com a direção da Petrobras. Na mesma data, a ANP fiscalizou refinarias da estatal por suspeitas de preços com ágio elevado no GLP.
Quatro dias depois, a Petrobras destituiu o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, responsável pela área que promoveu o leilão. A medida envolve mudanças internas após o episódio.
Contexto e impactos
O GLP, conhecido como gás de cozinha, também é utilizado como combustível por indústrias. O leilão ocorreu em meio a alta internacional de petróleo e derivados, influenciada pela guerra entre EUA e Irã, que afetou a cadeia de suprimento.
O governo avaliava medidas para conter a alta de combustíveis, incluindo zeragem de impostos e subsídios para diesel e gás de cozinha. As ações visam atenuar impactos sobre consumidores e indústrias.
A Petrobras confirma o compromisso de manter a entrega dos volumes e avalia formas de mitigar custos para clientes, com base em diretrizes regulatórias e no contexto econômico atual.
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