O IPCA — a inflação oficial — chegou a 0,88% em março, puxado pelos preços de transportes e alimentação. O índice saiu de 0,70% em fevereiro, expandindo o ritmo de alta em 0,18 ponto percentual. O mês teve contribuição relevante de 76% dessas duas categorias.
No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 1,92%. Em 12 meses, a inflação está em 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses anteriores. Em março de 2023, o índice ficou em 0,56%. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (10).
A gasolina subiu 4,59% e foi o principal motor do desempenho dos transportes, com impacto de 0,23 p.p. na inflação mensal. Passagens aéreas ficaram 6,08% mais caras e o diesel avançou 13,90%, reforçando o efeito sobre o índice geral.
Entre os itens de alimentação e bebidas, os aumentos significativos ficaram com Leite longa vida (11,74%) e Tomate (20,31%), respondendo, juntos, por 0,12 p.p. de variação no IPCA de março. Outros cinco subitens contribuíram para 0,43 p.p. do índice mensal.
Segundo o IBGE, os nove grupos de produtos e serviços registraram alta em março. Transportes teve a maior elevação (1,64%), seguido de Alimentação e bebidas (1,56%). Educação variou 0,02% e Despesas pessoais subiu 0,65%.
O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, ressaltou a influência de incertezas internacionais em itens como combustíveis. No grupo alimentação, a aceleração da alimentação em casa foi de 1,94%, a maior desde abril de 2022, associada a frete mais caro e menor oferta de alguns produtos.
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