O IPC brasileira registrou alta de 0,88% em março, segundo o IBGE, o primeiro mês após o início da guerra no Oriente Médio. O resultado levou a inflação de 12 meses a 4,14%, pior que fevereiro.
A inflação mensal é puxada pelos grupos Transportes, com alta de 1,64%, e Alimentação e bebidas, em 1,56%. Juntos respondem por cerca de 76% do IPCA de março. Notas técnicas apontam impacto significativo de combustíveis.
Entre os itens, a gasolina subiu 4,59% e o diesel avançou 13,90% no mês, elevando o índice de transporte. Passagens aéreas também ficaram mais caras, com alta de 6,08%.
Política Monetária
O BC informou que a probabilidade de a inflação superar a meta de 3% é de 30%, com tolerância até 4,5%. O conflito no Oriente Médio aumenta incertezas e pode gerar efeito significativo e duradouro na atividade e na inflação.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, destacou a necessidade de tempo para entender os impactos da guerra e avaliou movimentos mais seguros em cenário de incerteza. A instituição ressaltou que o país tem “gordura” por ter mantido juros elevados em 2025.
O Copom reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano. A ata aponta que próximos passos dependem da duração do conflito e de novos dados sobre a inflação e a atividade econômica.
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