O IPCA de março acelerou para 0,88%, impulsionado por combustíveis e alimentos. Dados do IBGE, divulgados nesta sexta (10), mostram alta de 0,18 p.p. frente a fevereiro (0,70%). A inflação do mês foi puxada principalmente pelos grupos Transportes e Alimentação e bebidas.
O transporte teve a maior pressão, com alta de 1,64%. A gasolina subiu 4,59%, principalmente influenciando o índice, enquanto o diesel avançou 13,90%. Também houve alta nas passagens aéreas, de 6,08%.
Entre os alimentos, o grupo Alimentação e bebidas subiu 1,56%. Destaque para tomate, com alta de 20,31%, e leite longa vida, 11,74%. Esses itens contribuíram significativamente para a inflação do mês, pressionando o orçamento familiar.
O mês registrou alta em todos os nove grupos da pesquisa, sinalizando difusão das pressões inflacionárias. Despesas pessoais subiram 0,65% e educação avançou apenas 0,02%.
Regiões mostram tequilações diferentes
A variação regional foi desigual. Salvador registrou 1,47% de aumento, puxada por gasolina e carnes. Em contraste, Rio Branco teve 0,37%, influenciado pela queda de energia elétrica e de alguns alimentos.
Nas principais regiões metropolitanas, os resultados ficaram próximos da média nacional: São Paulo 0,78%, Rio de Janeiro 0,78% e Belo Horizonte 0,93%.
INPC também acelera em março
O INPC, que mede inflação para famílias de menor renda, subiu 0,91% em março, ante 0,56% em fevereiro. O indicador acumula 12 meses em 3,77%.
A alimentação teve alta expressiva no INPC, de 1,65% em março, puxando o índice de menor renda. Salvador também teve a maior variação (1,52%), enquanto Rio Branco ficou em 0,33%.
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