A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou a 67ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, nesta sexta-feira (10). O levantamento mostra que mais de um terço dos brasileiros que estavam ocupados e buscaram trabalho no mês anterior preferem empregos com carteira assinada (CLT). O estudo foi realizado pela Nexus entre 10 e 15 de outubro de 2025.
Foram 2.008 entrevistas presenciais com pessoas a partir de 16 anos, em 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo foi entender a percepção da população sobre o mercado de trabalho e as motivações para escolhas profissionais, incluindo a preferência por formas de contratação.
Preferência por emprego formal
36,3% apontaram a CLT como o tipo de oportunidade mais atrativo. O trabalho autônomo ficou em segundo lugar, com 18,7%, seguido pelo emprego informal (12,3%). Plataformas digitais aparecem como opção de 10,3%, abertura do próprio negócio (9,3%) e pessoa jurídica (6,6%).
Segundo Claudia Perdigão, especialista da CNI, o trabalhador valoriza direitos, estabilidade e proteção social, mesmo com o crescimento de modalidades vinculadas a plataformas digitais. A presença de formas de trabalho flexibilizadas não neutraliza a importância de garantias.
Jovens e plataformas digitais
Entre 16 e 24 anos, 38,1% consideram a carteira assinada a opção mais atraente. Entre 25 e 34 anos, a fatia chega a 41,4% entre os ocupados que buscaram trabalho recentemente. No total, jovens tendem a priorizar segurança no início da carreira.
Ainda sobre plataformas digitais, 10% dos ocupados que buscaram emprego afirmaram considerar esse formato como atrativo. Contudo, a maioria vê essa modalidade como solução emergencial, não como base de carreira de longo prazo. Apenas 30% a enxergam como principal sustento.
Satisfação e mobilidade no trabalho
A pesquisa aponta alta satisfação: 95% dos entrevistados, somando trabalhadores, empregadores e autônomos, declararam estar satisfeitos com o emprego atual, com 70% se dizendo muito satisfeitos. Insatisfação ocorre em 4,6%, sendo 1,6% muito insatisfeitos.
A mobilidade no mercado é baixa. Entre os ocupados, 20% buscaram ativamente uma nova posição nos 30 dias anteriores. A cada faixa etária, a propensão varia: 35% entre 16 e 24 anos; 6% acima de 60 anos.
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