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CEOs ficam cada vez mais isolados, aponta pesquisador com 40 anos de estudo

CEOs isolados, protegidos por equipes, impulsionam busca por espaços de diálogo franco como a CELI da Yale

Os CEOs estão cada vez mais isolados, diz o homem que os estuda há 40 anos
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Jeffrey Sonnenfeld afirma que os CEOs estão cada vez mais isolados, protegidos por equipes jurídicas e de relações públicas que reforçam o afastamento entre líderes e o restante da organização. O professor explica que esse isolamento é resultado de uma guarda da torre cada vez mais rígida.

Há 26 anos Sonnenfeld criou a Executive Leadership Institute (CELI), ligado à Yale School of Management, após ouvir questionamentos sobre onde os CEOs aprendem. A ideia nasceu de um interesse em facilitar um diálogo direto entre executivos de alto nível.

Em The Hero’s Farewell, publicado em 1991, ele analisou a transição de liderança coletando relatos de ex-CEOs de grandes empresas. O livro ajudou a fundamentar a proposta de uma escola dedicada a esse público, segundo o próprio autor.

A CELI resultou em programas como o CEO Summit e o CEO College, ambos criados em jornais de atuação na Yale. O Summit reúne um grupo maior com participação de acadêmicos e convidados, enquanto o College é mais reservado e personalizado, com 15 a 20 participantes.

Os encontros funcionam sem roteiro de aulas formais. Os participantes chegam sem preparação, com apenas um tópico de discussão divulgado previamente. O objetivo é oferecer um ambiente off the record para feedback e reflexão.

Sonnenfeld destaca que executivos costumam não ter feedback adequado no topo. O CELI busca preencher essa lacuna por meio de encontros intensos, curtos, com duração de até dois dias, sem pausas desnecessárias.

Entre os convidados já estiveram líderes de diferentes setores, como varejo, indústria farmacêutica, tecnologia e finanças. O objetivo é ampliar perspectivas, permitindo que temas de diferentes áreas ganhem legitimidade entre pares.

Em comparação a grandes fóruns, o professor critica espaços como Davos pela ausência de desafio entre participantes. Segundo ele, o CELI privilegia perguntas e debates que estimulam a aprendizagem entre pessoas com experiências distintas.

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