Moët Hennessy vendeu Domain Chandon India, estate de espumante premium, após mais de uma década de atuação no Nashik, Maharashtra. O negócio transfere terra, vinícola, prédio e vinhedos para a Sula Vineyards; a marca permanece com a vendedora. A transação contempla apenas ativos físicos, sem marcas ou acordos de engarrafamento.
A Sula, maior produtora de vinho da Índia, detém cerca de metade do mercado nacional e produz mais de 1 milhão de caixas por ano. Com a conclusão da aquisição, o complexos de Chandon deixará de ser utilizado sob o nome atual. A partir da conclusão do acordo, a propriedade deverá adotar um novo nome ainda não divulgado.
Detalhes da operação
O acordo é intermediado pela Sula por meio de sua subsidiária integral Artisan Spirits Private Limited (ASPL). A empresa informou aos investidores que a transação deve ser encerrada até o fim do 1º trimestre fiscal de 2027, sujeito às aprovações regulatórias. Moët Hennessy confirmou a negociação, mas não detalhou a motivação estratégica do desligamento.
Sobre o que muda na operação
A produção de espumantes Chandon na Índia será encerrada após a transição, com a mudança centrada no ativo imobiliário. A Sula terá acesso ao terreno, à vinícola e aos vinhedos, sem alterações no portfólio de marcas existente da Moët Hennessy. O anúncio descreve a aquisição como um passo estratégico para a expansão da presença de Sula no turismo vínico.
Project Paradise e turismo vínico
O empresário Rajeev Samant, fundador e CEO da Sula, destacou que a aquisição reforça a visão de transformar o local em um polo de turismo de vinhos. Samant mencionou planos para ampliar a área de visitação, mantendo a arquitetura e a qualidade da produção. O projeto é chamado internally de Project Paradise.
A Sula já gerencia três resorts de alto padrão em Nashik e vários espaços de degustação e restaurantes temáticos. A empresa recebe cerca de 330 mil visitantes por ano, consolidando-se como referência em enoturismo no país.
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