Long COVID pode custar entre €58,54 bilhões e €115,3 bilhões por ano, nos próximos 10 anos, em países da OCDE, incluindo 21 Estados-membros da União Europeia. O estudo aponta impacto econômico significativo além dos efeitos na saúde individual.
Ao todo, a doença pode reduzir o PIB de forma persistente, com perdas anuais de 0,1% a 0,2% em cenários mais realistas, aproximando-se de orçamentos anuais de saúde de países como Holanda ou Espanha. Até 2035, custos diretos de saúde devem ficar em torno de €9,5 bilhões por ano.
A pesquisa destaca que, além das sequelas, o SARS-CoV-2 aumenta o risco de desenvolver doenças crônicas, como cardiovascular, diabetes e problemas neurológicos, pressionando sistemas de saúde e elevando custos futuros. Também aponta impactos invisíveis ainda não mapeados.
Impactos econômicos
Dados indicam que o alongamento da doença afeta participação no mercado de trabalho, com cerca de 20% dos trabalhadores observados com redução de qualidade ou continuidade de trabalho. Reino Unido traz evidências de necessidade de flexibilidade no ambiente laboral.
O relatório frisa que apenas alguns países possuem planos estruturados de cuidado para esse quadro; Alemanha, França e Países Baixos aparecem entre eles, com ações mais definidas. Reabilitação, diagnóstico aprimorado e suporte social são cruciais.
Em comparação, o custo anual de longo COVID na França ficaria próximo de €2,7 bilhões e na Itália, €4,8 bilhões, segundo o estudo da OCDE. Já o peso econômico relativo ao AVC, na Europa, seria por volta de €60 bilhões.
Segundo os autores, os custos não se resumem à despesa médica, mas sobretudo à redução da participação laboral e à perda de produtividade, refletindo um impacto macroeconômico mais amplo.
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