A LVMH informou que a guerra no Irã reduziu as suas vendas no último trimestre em pelo menos 1%, com a queda puxada pela região do Golfo. A menor procura também contribuiu para a origem da fraqueza, especialmente entre turistas na Europa. A agência de resultados aponta que a primeira divulgação relevante do setor de luxo já chega com impactos.
A crise no Oriente Médio afetou o faturamento global, segundo a diretora financeira Cecile Cabanis. Ela afirmou que a demanda permanece baixa mesmo após as interrupções iniciais em shoppings. Em Dubai, as vendas em shoppings caíram significativamente desde o início do conflito.
A LVMH sinalizou que a região do Golfo representa cerca de 6% do faturamento, e o fluxo de clientes caiu entre 30% e 70%, com média de 50%. A empresa destacou que, mesmo com melhorias em outras regiões, o efeito do conflito continua pressionando resultados.
Impacto financeiro e ações
As ações da LVMH negociadas nos EUA recuaram 3,75%, refletindo preocupações com o impacto do Golfo na recuperação do setor. A concorrente Kering, dona da Gucci, caiu 1,5%.
O resultado do grupo mostrou crescimento orgânico de 1% nas vendas globais, abaixo do pedido de analistas, que esperavam alta de 1,5%. Em termos de lucros, o desempenho foi comprometido pela fraca atividade no varejo.
A diretoria pontuou que a demanda na Europa também diminuiu 3%, em parte pela valorização do euro. Ainda assim, a LVMH destacou melhorias em diversas categorias e regiões, excluindo os efeitos da guerra.
Desempenho por região
Nos Estados Unidos, as vendas com itens de luxo cresceram 3% na base orgânica, impulsionadas pelo consumo local, segundo a empresa. Analistas citam que o gasto com artigos de luxo tem mostrado resistência no país, apesar do cenário macroeconômico desafiador.
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