Os agentes do mercado passaram a estimar que a inflação do Brasil em 2026 ficará acima da meta. A mediana das projeções subiu de 4,36% para 4,71% nesta segunda-feira (13.abr.2026), segundo o Boletim Focus do Banco Central.
O boletim reúne as expectativas de economistas para os principais indicadores da economia. A inflação acumulada de 12 meses até março ficou em 4,14%, segundo o IBGE, divulgado na sexta-feira (10.abr).
Em relação à política monetária, a autoridade monetária aponta maior incerteza com o conflito no Oriente Médio, citando impacto potencial na atividade e nos preços. O BC ressalta a necessidade de tempo para entender os efeitos e manter movimentos mais seguros diante da volatilidade.
Política monetária e projeções de curto prazo
O BC registrou trajetória de queda da Selic, de 15% para 14,75% ao ano, conforme ata do Copom. Próximos passos dependem da duração do conflito no Oriente Médio e de como a inflação reage no curto prazo.
A mediana para 2026 mantém-se em 12,50% para a Selic, com expectativa de câmbio em R$ 5,37 por dólar. O PIB projetado permanece estável, em alta de 1,85%.
Projeções para 2027
Para 2027, a inflação estimada subiu de 3,85% para 3,91%. O câmbio passou de R$ 5,45 para R$ 5,40. Não houve alteração nas apostas para o crescimento do PIB (1,80%) e para a Selic (10,50%).
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