O saque de até 20% do FGTS para quitar dívidas foi comentado pelo economista Paulo Gala, professor da FGV-SP, em entrevista ao Mercado Aberto, do Canal UOL. A medida, anunciada pelo Ministério da Fazenda, vale para trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos.
Segundo Gala, a medida pode trazer alívio, mas é pouco relevante frente ao endividamento das famílias. Ele destacou que 7 bilhões de reais do FGTS não alteram o cenário de consumo nem o peso das dívidas, que dependem de juros altos e de salários insuficientes.
Para ele, o custo do crédito é fator central do aperto financeiro. Gala apontou que o rendimento médio no Brasil fica em cerca de 3.600 reais, com 102 milhões de trabalhadores nessa faixa, evidenciando salários baixos e qualidade de empregos ainda baixa.
O economista também associou renda e endividamento a um cenário de inflação impulsionado pelo petróleo, que ele considera capaz de dificultar cortes de juros. A valorização de combustíveis aumenta custos logísticos e do crédito.
Mercado Aberto vai ao ar de segunda a sexta, às 8h, no UOL, com apresentação de Amanda Klein, trazendo os principais movimentos do mercado financeiro.
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