Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Credores da Raízen exigem até 90% da empresa para quitar dívida

Credores da Raízen pedem até noventa por cento em troca de quarenta e cinco por cento da dívida; acordo extrajudicial tem prazo até seis de junho

Negociação ocorre após pedido de reestruturação extrajudicial da companhia, que soma cerca de R$ 65 bilhões em dívida.
0:00
Carregando...
0:00

Os credores da Raízen pedem até 90% da empresa para converter 45% da dívida em participação societária, segundo pessoas familiarizadas com as negociações. A informação foi publicada pela Bloomberg News. O acordo extrajudicial tem prazo até 6 de junho.

A Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell. Os detentores de títulos e credores bancários pressionam por maior participação e por cargos na administração da empresa, em meio a uma reestruturação que já está em curso desde março.

O objetivo dos credores é obter controle que supere a proposta inicial de 70% de participação em troca de dívida por ações, conforme apurado. Em pauta está também a influência sobre a gestão da companhia.

Os controladores, Shell e Cosan, resistem a aportar mais recursos na Raízen, indicam fontes. Bancos como Itaú Unibanco e Bradesco teriam sinalizado possível interrupção de financiamentos a outras empresas do grupo Cosan caso o acordo não seja favorável aos credores.

A Raízen mantém dívida estimada em 65 bilhões de reais e enfrenta juros elevados, além de investimentos ainda não quitados e dificuldades operacionais nas áreas de açúcar e etanol. A reestruturação busca evitar insolvência.

Enquanto os cotistas controladores resistem, negociações seguem nos próximos dias para fechar um plano que obtenha apoio majoritário dos detentores de títulos e bancos. O prazo legal para a conclusão do acordo extrajudicial é 6 de junho.

Até o momento, representantes da Shell, Cosan, Raízen e Bradesco não comentaram. Um posicionamento de Itaú e BTG também não foi divulgado até a publicação desta notícia.

O cenário reflete o ciclo recente de discussões de reestruturação no setor corporativo brasileiro, com empresas buscando acordos extrajudiciais para evitar falência ou recuperações judiciais. Outras organizações do mercado avaliavam opções semelhantes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais