O BTG Pactual teria adquirido, segundo Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, R$ 1,150 bilhão em carteiras de crédito consignado do Credcesta, originadas pelo Banco Master, desde 2021. As operações teriam ocorrido por meio de negociação de debêntures, sem divulgação pública.
A primeira aquisição somou R$ 303 milhões, segundo a reportagem, e partiu do BTG. Em seguida, o banco passou a usar um fundo para comprar outros R$ 850 milhões em carteiras do Master. Com a liquidação do banco controlado por Daniel Vorcaro, parte dos créditos ficou travada, e o fundo do BTG sofreu derrotas judiciais, perdendo o acesso aos recebíveis.
O BTG teria antecipado recursos ao Master, totalizando pelo menos R$ 1,66 bilhão com a venda dessas carteiras, afirma Vecchioli. O arranjo beneficiaria, na visão da reportagem, o Master ao receber caixa e o BTG ao acessar carteiras com potencial de retorno elevado.
A matéria aponta que o BTG nunca divulgou publicamente a posse dessas ações. No dia 13, André Esteves perguntou sobre ativos do Master hoje com o BRB, mas, segundo o Metrópoles, não houve menção de que o BTG ainda mantinha carteiras de origem semelhante.
Contexto e desdobramentos
A revelação ocorre em meio à crise no mercado após a liquidação do Master e à exposição de negócios com outras instituições. Nos últimos dias, Vecchioli informou que o BRB comprou R$ 30,4 bilhões em ativos do Master entre 2024 e 2025.
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