O governo federal anunciou medidas para ampliar o papel da construção civil como motor da economia, com foco em ampliar o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A meta é fortalecer o setor habitacional e ampliar o acesso à moradia para trabalhadores.
Entre as ações, está o aporte adicional de 20 bilhões de reais ao MCMV, com recursos originários do fundo social. Com isso, o financiamento do programa atinge valor recorde de 200 bilhões de reais.
O Planalto informou que o programa já atingiu 2 milhões de moradias contratadas, antecipando metas. O presidente Lula afirmou que pretende chegar a 3 milhões de contratos até o fim de 2026, mantendo o impulso econômico.
FGTS
Lula ressaltou a importância do FGTS para a construção civil e para a casa própria. O presidente destacou que os recursos devem cumprir o objetivo original, garantindo condições aos trabalhadores e evitando desvio do fundo para outros fins.
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, lembrou que o MCMV também recebe recursos do Orçamento Geral da União, além do FGTS. Ele listou as faixas de renda e os valores atualizados dos imóveis envolvidos.
Motor propulsor
Segundo Lima, o MCMV tem reduzido o déficit habitacional e, segundo a Fundação João Pinheiro, o país registra o menor déficit histórico relativo. O ministro explicou as novas faixas de renda e os tetos de financiamento por faixa.
As mudanças prevêem imóveis de até 400 mil reais para faixas específicas e até 600 mil reais para a Classe Média, com limites de renda correspondentes. O objetivo é ampliar o acesso à casa própria.
Reforma Casa Brasil
Durante a cerimônia, também houve anúncio de melhorias para a Reforma Casa Brasil. O público-alvo passa a incluir famílias com renda de até 13 mil reais, equiparando-se ao MCMV.
A taxa de juros caiu para 0,99% ao ano para todos os beneficiários, e o valor máximo de financiamento da reforma subiu de 30 mil para 50 mil reais. O prazo de amortização subiu de 60 para 72 meses.
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